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domingo, 12 de junho de 2011

O beco



Duas coisas moem e remoem em minha cabeça: destino e coincidência. Provavelmente vocês optam por uma dessas duas idéias, talvez sequer pararam para pensar nisso. O fato é que, assim como vocês eu ouvi a vida inteira coisas do tipo “isso aconteceu por coincidência” ou “coisa de destino”. Entendendo coincidência como “eventos com alguma semelhança mas sem relação” e destino “como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada” (trechos entre cochetes da Wikipédia) eles necessariamente são antagônicos. Logo, quem acredita em um desacredita o outro – pelos menos era pra ser. 

– Eu não acredito em nenhum dos dois! 

No entanto, minha experiência de vida – que convenhamos não é lá essas coisas – me fez perceber que a semelhança em algumas situações parecem ter relação (você também já deve ter passado por isso) consequentemente seria algo do destino. Mas como acreditar em destino sendo cristão? E o livre arbítrio? Como fica? Até mesmo sendo ateu, agnósticos e demais desinências não é possível acreditar em destino!

Encontro-me em um beco do qual a saída é outro beco.


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